Feevale integra maior projeto de estudo e sequenciamento genético do SARS-CoV-2 no Brasil | Universidade Feevale

Feevale integra maior projeto de estudo e sequenciamento genético do SARS-CoV-2 no Brasil

28/09/2020 - Atualizado 15h52min

laboratório microbiologia molecular

Professor Fernando Spilki é o coordenador da rede Corona-ômica BR MCTIC/Finep. Aportes para a pesquisa na Universidade chegam a quase R$ 10 milhões

Uma rede de pesquisa formada por laboratórios e instituições de pesquisa localizadas de norte a sul do país terá a missão, durante dois anos, de realizar o sequenciamento genético do SARS-CoV-2, o vírus causador da Covid-19, bem como a identificação e a caracterização de fatores genômicos do hospedeiro acometido pela doença. Trata-se do projeto Corona-ômica BR MCTIC/Finep*: Rede Nacional de genomas, exoma e transcriptoma de Covid-19 para identificação de fatores associados à dispersão da epidemia e severidade. Coordenada pelo professor da Universidade Feevale, Fernando Spilki, a rede tem o intuito de elucidar a dinâmica epidemiológica da Covid-19 no Brasil, bem como preparar uma rede universitária altamente especializada no combate a futuras epidemias virais.

O mestrado em Virologia da Feevale, por meio do Laboratório de Microbiologia Molecular da Instituição, é um dos espaços de pesquisa contemplados por fomentos oriundos da rede. Serão R$ 9.997.139,74 em aportes financeiros, sendo R$2.952.000,00 dos quais para custeio de bolsas de pós-doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e formação de recursos humanos qualificados. “Estamos em fase de aquisição dos insumos para iniciar as análises, mas muitos dos laboratórios no país já começaram os testes”, diz Spilki.

Conforme o pesquisador, o projeto recolherá e sequenciará amostras do vírus em todo o país. “Pelo lado do vírus, vamos estudar a sua evolução, as cadeias epidemiológicas, como o ele está sendo transmitido no Brasil entre as regiões, as suas origens, entre outros fatores. Com isso, podemos averiguar se há linhagens do vírus com maior ou menor virulência, quais as fontes e cadeias de contaminação pelas quais o vírus se disseminou e está se disseminando no Brasil, examinar se o genoma vai se manter constante ao longo do tempo e, se assim, as vacinas continuarão sendo eficazes depois que estiverem disponíveis”, explica Spilki.

Outro aspecto a ser analisado é o paciente e por que alguns são mais suscetíveis à severidade da doença. Por isso, em algumas regiões, será feito, também, o sequenciamento do genoma de hospedeiros de Covid-19.

Assim, poderemos entender alguns fenômenos relativos à expressão genética das pessoas, que podem estar relacionados aos graus de severidade da doença. Isso nos permitirá averiguar se a diversidade genética de pacientes brasileiros influencia na resposta à doença e na gravidade da Covid-19”, esclarece o Spilki.

Este será o maior projeto de estudo e sequenciamento genético do SARS-CoV-2 no Brasil. Todos os laboratórios integrantes da rede Corona-ômica BR MCTIC/Finep farão coleta e sequenciamento de amostras. Após, os dados gerados serão centralizados e analisados pelo supercomputador Santos Dumont, o maior da América Latina, localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ).

Sobre a Rede Corona-ômica/MCTI/Finep

A rede é uma iniciativa da Rede-Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), congregando pesquisadores das seguintes instituições: Universidade Feevale, Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Instituto Adolfo Lutz (IAL-SP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG), Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp-SJRP), Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP-RP), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade de Campinas (Unicamp).

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