Notas que transformam: oficina de Música faz a diferença na vida de moradores de Novo Hamburgo | Universidade Feevale

Notas que transformam: oficina de Música faz a diferença na vida de moradores de Novo Hamburgo

13/08/2019 - Atualizado 14h32min

Eduardo Reis

Após ingressar nas aulas, Eduardo Reis entrou no Grupo Instrumental do Movimento Coral Feevale

A música muda vidas. O exemplo disso é Eduardo Reis, que participa da oficina de Música e se desafiou a tocar violino aos 20 anos. A atividade, realizada pela Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e ministrada por profissionais da Universidade Feevale, impulsionou o participante a integrar o Grupo Instrumental da Instituição, vinculado ao Movimento Coral Feevale.

Os encontros, que acontecem no Centro de Referência de Assistência Social - Cras Kephas (R. Pastor Gustav Nordlund, 205), iniciaram no ano passado e, desde então, aproximam jovens para ampliarem o leque profissional e pessoal, possibilitando mudanças na trajetória de vida da comunidade hamburguense.

Depois que as oficinas começaram, todos aqui se sentiram acolhidos, não somente os alunos, mas as famílias e os vizinhos, por que eles são vistos, valorizados. Coisas boas estão acontecendo perto deles e isso é reconhecido”, conta o estudante, que também auxilia os colegas durante as oficinas. "Isso aqui não é só música, a gente cria laços como uma família, nos preocupamos uns com os outros e aprendemos juntos”, relata Reis.

O aluno é um dos 42 participantes que integram as aulas e pensou que seria difícil aprender a tocar um instrumento clássico, identificado por Reis como algo muito distante da sua realidade. Porém, a prática se tornou um grande estímulo. “Por ser difícil, quis encarar. Foi uma das melhores coisas que fiz na vida”, diz.

O coordenador técnico do Esporte, Lazer e Cultura do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado (PDMI), Rafael Borges, elogia o esforço de Reis. “Ele comprou seu próprio violino, o que demonstra um grande interesse e responsabilidade, porque ninguém faria um investimento desse porte, com sacrifício, se não quisesse dar continuidade ao processo”, reflete.

Quando pensa no futuro, Reis quer dar sequência ao seu preparo chegando à Licenciatura. “Se eu pudesse, todos os meus amigos e pessoas que eu amo estariam aqui aprendendo e conhecendo tudo o que eu vejo. Ensinar música vai ser uma forma de realizar esse sonho”, se emociona.

A oficina de Música é uma das atividades que fazem parte do Componente Prevenção à Violência do PDMI, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Na foto: Eduardo Reis. Crédito: Lu Freitas/PMNH