Ambiente e Sociedade
Os diversos estudos realizados sobre a percepção do risco têm proporcionado uma base sólida na criação de indicadores em diversas áreas da ciência. São estudos que buscam entender como as pessoas se relacionam com riscos intrínsecos, relacionados a suas atividades com o meio ambiente. O principal problema na análise da percepção do risco é a ?individualidade? de determinadas áreas da ciência em seus modelos de aferição do que é um risco. Então um dos objetivos deste grupo é a estruturação de um modelo de como avaliar a percepção do risco do meio ambiente: uma integração do cognitivo relacionado a autopercepção; uma relação com o contexto coletivo externo; sistema sociocultural de valores; sistema político administrativo; segmento e estrutura socioeconômica. Esta dimensão vinculada à percepção de risco carreou o tema para as ciências sociais creditando aos estudos a importância da polissemia do termo risco, abrindo assim, as possibilidades de abordagens múltiplas e complementares nas análises de percepção de risco e conseqüentes avaliações, incluídos na realidade da construção da chamada sociedade de risco, que por sua vez tem parte de seu lastro na apropriação da ciência pelos projetos econômicos de grande dimensão, em nome do progresso e do desenvolvimento material das sociedades, configurada mais vigorosamente na etapa atual da modernidade, que reflete as insuficiências e as antinomias do processo histórico das revoluções industriais e suas estratégias de acumulação de riqueza, tais como a realidade dos riscos globais, compreendendo os ecológicos, os ambientais, os políticos, os econômicos e os sociais francamente associados. Enfim, como contribuição cientifica é de buscarmos um modelo de aferição para avaliarmos a percepção do risco em áreas de vulnerabilidade sócio ambiental e que este sirva para o aprimoramento de tecnologias limpas e de gestão socioambiental de políticas integradas para o meio ambiente.