Ementa
Estuda a interação entre o ambiente e o desenvolvimento de doenças respiratórias, desde seus mecanismos fisiopatológicos até os sinais e sintomas que permitam o seu reconhecimento. A preocupação na última década foi crescente uma vez que vários efeitos têm sido reconhecidos como deletérios a saúde humana no ambiente de trabalho e no meio ambiente como um todo. O pulmão, com sua extensa superfície, seu alto fluxo sangüíneo e seu fino epitélio alveolar, é um importante sítio de contato com o meio ambiente.
A despeito de alguns locais que propiciam o surgimento de doenças respiratórias ocupacionais tais como minas de carvão, jateadores de areia, trabalhadores em fábricas de cerâmicas, etc..., os fatores de risco e o impacto deles nas várias doenças pulmonares ainda necessitam maiores esclarecimentos. A asma ocupacional, a bronquite crônica resultante de ambientes com poeiras, as intoxicações por inalação de gases, o impacto dos produtos agrícolas e ambientes de secagem e armazenagem de grãos são locais e ambientes potenciais ao desenvolvimento de doenças pulmonares. O tabagismo desempenha importante papel de risco no desenvolvimento de doenças respiratórias. As características industriais desta região, oferece vasto campo de pesquisa para avaliar o real impacto do ambiente nos eventuais danos pulmonares.
Objetivos
Introduzir os mecanismos pelos quais as doenças respiratórias acontecem como resultante da interação homem-ambiente, ressaltando a interdisciplinaridade como estratégia na busca de soluções.
Bibliografia
Silva, J., Erdtmann, B. e Henriques, J. A. P. (org.). Genética Toxicológica. Porto Alegre, Alcance, 2003. 422pp.
Ribeiro, L. R., Salvadori, D. M. F e Marques, E. K. (org.) Mutagênese Ambiental. Canoas, Ed. ULBRA, 2003. 355pp